
Antes de indicar um equipamento, é preciso entender o problema, testar a aplicação e determinar quais condições são necessárias para que a tecnologia entregue resultado.
O ozônio possui aplicações em diferentes setores, do tratamento de água afluentes e efluentes à indústria de alimentos, gases, câmaras frias, processos industriais e desodorização e sanitização de ambientes.
Mas isso não significa que exista uma solução única capaz de atender a qualquer operação.
A eficiência de uma aplicação depende de diferentes variáveis:
- Qual contaminante precisa ser tratado;
- Qual é o volume do processo;
- Qual concentração e produção de ozônio deve ser atingida;
- Como o ozônio será transferido;
- Por quanto tempo deverá permanecer em contato com o meio;
- Quais resultados precisam ser alcançados.
Por isso, na Brasil Ozônio, o desenvolvimento de uma solução não começa pela escolha de um gerador.
Começa pelo entendimento do problema.
Por que não basta simplesmente gerar ozônio?
Esse é um dos pontos que mais geram dúvidas sobre a tecnologia.
Um equipamento pode produzir ozônio e, ainda assim, não entregar a concentração necessária no ponto em que o tratamento realmente acontece.
Um sistema completo composto por:
Além disso, os sistemas Brasil Ozônio são modulares, automatizados, de alta concentração e customizados de acordo com as necessidades de cada aplicação.
- Concentrador de oxigênio;
- Gerador de ozônio;
- Quadro de comando e automação;
- Sistema de transferência;
É essa integração que permite sair da simples geração do gás e chegar à aplicação efetiva da tecnologia.
O primeiro passo é entender o processo
Antes de definir qualquer sistema, é necessário compreender o que precisa ser resolvido.
Uma empresa pode querer mitigar uma contaminação microbiológica. Outra precisa mitigar odores. Uma terceira busca aumentar o tempo de conservação de um alimento. Outra precisa tratar água, afluentes, efluentes ou determinados compostos presentes em um gás.
Embora todas possam utilizar ozônio, as condições de aplicação não serão as mesmas.
Por isso, o diagnóstico considera as características reais da operação e o resultado que o cliente precisa atingir.
Quando necessário, a aplicação é testada
Há casos em que é possível trabalhar a partir de aplicações já consolidadas. Em outros, é necessário validar a tecnologia diretamente sobre aquele problema.
Nessas situações, a Brasil Ozônio realiza testes antes da definição comercial da solução.
Os ensaios podem ocorrer na própria empresa ou diretamente nas instalações do cliente.
A Brasil Ozônio possui, inclusive, uma Unidade Móvel contendo um Sistema de Geração e Transferência de Ozônio para Efetivação de Testes, criada para permitir avaliações em campo.
O objetivo é responder a uma pergunta muito simples:
Nas condições reais daquele processo, a aplicação consegue entregar o resultado esperado?
O teste não serve apenas para saber se funciona
Essa é outra diferença importante.
Um teste também ajuda a identificar como a solução deve funcionar.
De acordo com cada projeto, podem ser avaliados parâmetros como:
- Concentração necessária;
- Tempo de contato;
- Vazão;
- Volume tratado;
- Forma de transferência;
- Comportamento do produto ou processo;
- Eficiência alcançada.
Os resultados passam, então, a orientar o dimensionamento do sistema.
Da validação nasce o projeto
A lógica é inversa à compra convencional de um equipamento.
Em vez de selecionar primeiro uma máquina e tentar adaptá-la ao problema, o projeto começa pela aplicação e termina na definição do equipamento.
Diagnóstico → Testes → Validação → Dimensionamento → Sistema completo → Implantação → Suporte
Diagnóstico
Entender o problema e as condições reais da operação.
Testes
Avaliar a aplicação quando for necessária uma comprovação prévia.
Validação
Analisar os resultados e confirmar a viabilidade técnica.
Dimensionamento
Definir a concentração, a produção, a transferência e a configuração necessárias.
Sistema completo
Desenvolver a solução de geração e transferência de ozônio em alta concentração.
Implantação
Integrar o sistema ao processo do cliente.
Suporte
Acompanhar a operação, a manutenção e eventuais necessidades futuras.
E se o teste não apresentar o resultado necessário?
Essa talvez seja uma das informações mais importantes deste processo.
O objetivo da validação é justamente evitar que uma empresa faça um investimento baseado apenas na expectativa de que a tecnologia funcionará.
Se os testes indicarem que a aplicação não atende ao resultado necessário nas condições avaliadas, o projeto precisa ser revisto antes de seguir para uma proposta comercial.
Onde entra a alta concentração?
A alta concentração é uma das principais características dos sistemas Brasil Ozônio.
Mas a concentração, isoladamente, também não resolve o problema.
Ela precisa ser:
- Produzida no dimensionamento adequado;
- Transferida para o meio tratado;
- Medida e controlada;
- Associada ao tempo de contato necessário;
- Adaptada às condições específicas da aplicação.
Por isso, um projeto de ozonização deve ser analisado como um sistema completo, e não apenas como um Gerador de Ozônio.
“Mas eu já usei ozônio e não funcionou”
Esse relato merece atenção.
Em alguns casos, o problema pode não estar no princípio da tecnologia, mas na maneira como ela foi aplicada.
Existe uma diferença significativa entre perceber o odor característico do ozônio e efetivamente alcançar, no ponto de tratamento, a concentração, produção e tempo de contato, necessários para produzir o resultado desejado.
É justamente por isso que geração, transferência, concentração, produção, tempo de contato, medição e dimensionamento precisam ser analisados em conjunto.
Gerar ozônio é uma coisa. Entregar uma solução eficiente, validada e dimensionada para cada processo é outra.
